A praça do viaduto:
Proposta de Espaço Público Skateable.
PT. Este projeto surge a partir da cessão de uma área residual localizada sob o Viaduto Roza Cabinda, em Juiz de Fora, para a Associação Juizforana de Skate. Inaugurado em 2024, o viaduto gerou, sob sua estrutura, um espaço residual, sem uso.
A proposta reconhece esse vazio como uma oportunidade de qualificar sua relação com o entorno e ampliar sua apropriação pública. A intervenção é organizada pela implantação de onze dispositivos independentes, distribuídos de modo a configurar uma praça sem interromper os fluxos existentes.
Cada dispositivo funciona simultaneamente como suporte para a prática do skate e como mobiliário urbano, permitindo que o espaço seja percorrido e apropriado em diferentes ritmos. A proposta não estabelece uma área de uso único, mas propõe um campo aberto de situações e possibilidades.
A geometria triangular do terreno é estruturada a partir de bordas de transição. Nas faces voltadas para as ruas, um banco contínuo e um canteiro delimitam a praça e protegem o espaço destinado aos pedestres. Na extremidade próxima à ferrovia, outro canteiro estabelece uma transição com os trilhos e mantém uma faixa vegetada como contraponto à nova superfície pavimentada.
Entre esses limites, a praça se configura como um espaço de uso flexível, capaz de transformar uma área residual produzida pela infraestrutura viária em suporte para a prática do skate, a convivência e a apropriação pública cotidiana.
ES. Este proyecto surge a partir de la cesión de un área residual ubicada bajo el Viaducto Roza Cabinda, en Juiz de Fora, a la Asociación Juezforana de Skate. Inaugurado en 2024, el viaducto generó, bajo su estructura, un espacio residual, sin uso.
La propuesta reconoce este vacío como una oportunidad para mejorar su relación con el entorno y ampliar su apropiación pública. La intervención se organiza mediante la implantación de once dispositivos independientes, distribuidos de manera que configuran una plaza sin interrumpir los flujos existentes.
Cada dispositivo funciona simultáneamente como soporte para la práctica del skate y como mobiliario urbano, permitiendo que el espacio sea recorrido y apropiado a diferentes ritmos. La propuesta no establece un área de uso único, sino que plantea un campo abierto de situaciones y posibilidades.
La geometría triangular del terreno se estructura a partir de bordes de transición. En los lados orientados hacia las calles, un banco continuo y un área ajardinada delimitan la plaza y protegen el espacio destinado a los peatones. En el extremo próximo a la vía ferroviaria, otro cantero establece una transición con las vías y mantiene una franja vegetada como contrapunto a la nueva superficie pavimentada.
Entre estos límites, la plaza se configura como un espacio de uso flexible, capaz de transformar un área residual producida por la infraestructura vial en un soporte para la práctica del skate, la convivencia y la apropiación pública cotidiana.
Local: Juiz de Fora, MG, Brasil
Status: Anteprojeto
Cliente: Associação de Skatistas de Juiz de Fora.
Área (m²): 600
Ano: 2026
Arquiteto associado: Ricardo Kalil